terça-feira, 28 de abril de 2015

1857 - Soneto apaixonado por sereias

Mesma coisa é o homem que vê
A sereia e se encanta, apaixona,
Vê que ela se torna rápido dona
Do coração dele ficando a mercê

Dos caprichos dela sem porquê.
Quer leva-lo à água, pôr na lona?
Põe, amor, me leva lá, peixona!
Mas repara de novo nela e cadê?

Só guelras e cauda, o que conta,
Diferencia não está lá, Desconta
A falta do sexo nos lindos peitos,

E beija a moça que, contrapartida,
Quer dele algo. Talvez seja a vida.
E serão o casal dos mais perfeitos.

Francisco Libânio,
24/04/15, 12:14 PM
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