sábado, 25 de abril de 2015

1854 - Soneto dilapelado

Uma mulher musa, dessas perfeitas,
Desenhadas com régua e compasso,
Do mais fino e do mais castiço traço
E que os pares se veem almas eleitas

Pelos céus me deu atenção. Feitas
As apresentações, o próximo passo
Foi a intimidade. Vi um descompasso,
Um algo errado ir contra as receitas

Do flerte. Primeiro eu ser o alvo final
Dessa vênus, então o desejo seminal
Da cama sem os pro-formas normais.

Desconfiei, mas aceitei. Foi meu pinto
O guia e o ouvi. Então uma vez extinto
O fogo, ela mostrou nota e pediu reais.

Francisco Libânio,
20/04/15, 7:00 PM
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