segunda-feira, 20 de abril de 2015

1850 - Soneto lítero-erótico

Soubesse dissecar os sabores
Da cama em letras e em versos,
Eu iria até os mais submersos
Momentos de onde os maiores

Prazeres são absolutos senhores.
Lá, onde vivemos em universos
Perfeitos rezando alguns terços
Pagãos purgando nossas dores.

Soubesse passar isso em soneto,
Eu treparia como escrevo: Direto,
E talvez fosse até o poeta melhor

Que sou, mas o vazio dessa cama
Inibe dia a dia minha pálida chama
Atacando até meu lado soneteador.

Francisco Libânio,
17/04/15, 12:43 PM
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