sexta-feira, 17 de abril de 2015

1847 - Soneto de luz acesa

Pediu à parceira um tal favor
Que ela, tímida, fez a recusa.
Pediu vê-la nua, sem a blusa,
Sem nada com a luz, ver cor,

Tonalidade e não só ter sabor,
Toque. Ela veio com a escusa
De que estava feia, mas, musa
Que era dele, cedeu. Foi amor,

Foi qualquer coisa, a luz ligada
Iluminou o corpo da sua amada,
Mas ele não correspondeu bem.

Falhou, o pau não ligou. Vacilo!
Concluiu: O pinto ficou de grilo,
Pois queria luz apagada também.

Francisco Libânio,
11/04/15, 2:24 PM
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