sábado, 11 de abril de 2015

1835 - Soneto lambido

Pense a língua a passear pela gente,
Cheia de carinho, tesão e de rapapés.
Glauco Mattoso curte passa-la nos pés,
Eu amo que ela me venha pelo torso.

E já que a intimidade inibe o remorso,
Dou à amiga a maior e melhor das fés,
Permito que faça impensáveis banzés
E ela, com a língua, não mede esforço.

Faz de mim prato principal e pospasto,
E eu que queria putaria me acho casto,
A língua vai além de onde podia supor.

Ela lambe tudo, ela limpa onde me sujo,
Deixa polido o corpo todo e o dito cujo.
E admiro essa gordinha a fazer o melhor.

Francisco Libânio,
14/03/15, 10:26 AM
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