quinta-feira, 2 de abril de 2015

1832- Soneto fedido

E veio outro cara, o bodum
Que contaminava todo o ar,
Um urubu vinha o escoltar,
E rato ele trazia mais de um.

E dizia sem vexame algum:
Banho? Mas olha esse lugar!
Sujo igual, parecendo o mar
Da Guanabara fede a bumbum

De velho cagado, tá um nojo!
E falando com tamanho arrojo,
Uma voz fez coro e disse igual,

Outra a acompanhou e o coro
Criticou esse hipócrita decoro
Num tão sujo e fétido hospital.

Francisco Libânio,
07/03/15, 10:08 AM
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