sábado, 28 de fevereiro de 2015

Poema de fuga 24

Uma mulher nua,
Mesmo puta, de rua,
Que tem a nudez sabida
E até recusada de bandida,
Essa mulher, sem ser modelo
Quando põe a nudez no prelo
Das lingeries e se desnuda
Quer de quem a vê a ajuda
Para estar nua valer a pena,
Para que a nudez seja plena.
Corpo, alma, palavra banal
E eu a assistir a esse ritual
Meio que culpado pelo abuso
De ver essa nudez não minha,
Não sei o que fazer, não recuso
Um elogio, um soneto, uma linha.

Francisco Libânio,
11/01/14, 12:14 AM
Postar um comentário