sábado, 28 de fevereiro de 2015

1798 - Soneto estorvado

Como a festa não pôde descer,
Não houve paz pra ficar reposto
Dela no dia seguinte, o rosto,
As olheiras, o sono a abater

Por conta do vizinho, em lazer,
Curtir som de duvidoso gosto,
Pela madrugada, esse encosto,
Após breve pausa, volta a ter

Animação. Tome música braba,
Dá-lhe pogação que não acaba.
Engula-se gente que não cansa.

Assim fica difícil ter feliz Natal,
Alegria, claro, é algo essencial,
Mas que respeite a vizinhança.

Francisco Libânio,
27/12/14, 12:58 PM
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