domingo, 22 de fevereiro de 2015

1785 - Soneto do livro velho

Num sebo tudo é novidade,
Cheiro de novo lá não tem,
Mas uma edição me detém,
Rola ali uma certa afinidade.

Um título atiça a voracidade,
Dado escritor que ninguém
Conhece me falou tão bem
Que nem a não-notoriedade

Que o relegou àquele sebo
Afastou. Folheio e percebo
Ali esse novo livro já velho.

É meu. O cheiro novo é mofo,
E sobre ele aqui eu filosofo
E ao livro novo faço parelho.

Francisco Libânio,
12/12/14, 9:12 PM
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