domingo, 22 de fevereiro de 2015

1786 - Soneto do prato quebrado

Após lauta refeição com tal delícia
E tal fartura, casal que empanturra
O bucho e após o que ela sussurra
Com boa dose de segredo e malícia,

Esse rapaz, com inigualável perícia,
Pega o prato e joga-o, fazendo hurra,
Ao chão. O prato após doída surra,
Aos cacos analisa essa sub-reptícia

Atitude. Acaso pensa, o bom rapaz,
Que lá é restaurante grego e o apraz
Seguir as mais insensatas tradições?

Não. De grego ele nada tem ou sabe,
Só quer o pospasto antes que acabe
O fogo dela ou uma das raras ereções.

Francisco Libânio,
15/12/14, 5:44 PM
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