quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

1774 - Soneto para a janela

Como televisão do mundo real,
A janela gozava de tal respeito
Dos cansados desse rarefeito
Mundo divertido, mas só virtual.

Ela reunia o público com o viral
De sua paisagem dando efeito
Nunca visto. Tudo tão perfeito
Que a tecnologia não fazia igual.

A janela assistia a tudo divertida
Como podia impressionar, a vida?
Ser algo prosaico tão animador?

Ela não pensava ter tanto poder
Só que sabia ter mais a oferecer
Que as janelas de um computador.

Francisco Libânio,
19/08/14, 12:19 PM
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