segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

1771 - soneto para a cama

Ela foi de “amores” testemunha
E do sono o maior porto seguro.
Do sono, a cama tosava futuro
Agora a tais amores se opunha.

Um dia pegou seu dono à unha:
Se continuar essa putaria, te juro,
Para cada amor outro eu deduro!
E enquanto a cama descompunha

Seu dono e reclamava desse jeito
Calhorda, ele não acreditou. Feito!
A cama entregou sem mais aquela

Cada “amor” e o mulherio furioso
Quis matar o moço que, ardiloso,
Usou a cama e foi pra baixo dela.

Francisco Libânio,
17/08/14, 10:45 AM
Postar um comentário