quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

728 - Soneto luxurioso

Como segurar?

Ver uma mulher nua e ter ali inspiração
Contínua e maior para absoluta maldade,
E até mesmo uma vestimenta de abade
Leva o sujeito às raias da prevaricação.

Pobre cérebro sem uma outra distração
Que não seja putaria. Nada que o agrade
Em cultura, culinária ou outra trivialidade,
O negócio ali é só orgia sem moderação,

Mas se luxúria é pecado é o mais gostoso
E mais instintivo que se resulta em gozo
No corpo que com um ombro incandesce,

O que fazer? Culpa da mente que trabalha
Para o sexo e, ativa que é logo se espalha
Para baixo, para um pau que nunca desce.

Francisco Libânio,
23/01/13, 8:18 AM
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