terça-feira, 8 de janeiro de 2013

711 - Soneto gulosador

de pouquinho não dá nada...

Porque se gula é pecado capital,
Nada a obstar o oportuno belisco,
Da tempestade bebo o chuvisco,
Não há erro numa pinçada frugal.

Assim, a conferida providencial
É livre. Vou lá, rapidinho, e trisco
Um bolinho, uma fatia, um petisco...
Pouquinho para ser convencional,

Mas aí a consciência, já na décima
Tascada, olha feio e aí na trigésima
Pergunta “Pensando que sou idiota?”

Mas é uma mordida, poxa, me libera!
Liberaria, diz, não fosse a paquera
Insistente que te extrapola toda cota!

Francisco Libânio,
08/01/12, 7:30 PM
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