terça-feira, 1 de janeiro de 2013

702 - Soneto pós-ceia

Azar é não saborear um desses.

Peru cisca pra trás, dá azar,
Porco não. Chafurda na lama.
Tem aí um bicho que chama
Sorte para eu me banquetear?

O almoço é sobra do jantar,
Da mesa posta e da gama,
E o ano que cá se derrama,
Sobre ele, faço conjeturar.

Pensando bem, é bobagem...
Só ter a ceia já foi vantagem
Nem vale essa boba palestra.

Ademais se é azar ou sorte...
Os bichos não veriam a morte
Nem haveria a refeição extra.

Francisco Libânio,
01/01/13, 5:49 PM
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