sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

714 - Soneto avaro

Se roubei ou ganhei... Importa o quê?

O que não se dá não pode ser posse,
O que se toma é roubo ou conquista,
É questão somente de ponto de vista
Seria um mesmo que outro não fosse.

Basta que eu ou outro assim endosse.
Se é roubo, vira bandido, anarquista.
Se “conquistado”, admira-se o “artista”
E exalta com o palavrório mais doce

Quem rouba, quem conquista, divide?
Nem pensar. Evita-se, assim, inútil lide
O dono é dono, seja até por trapaça.

A fama do conquistador é sua glória
É exemplo. O avaro diz sua trajetória
E nela a desonestidade vira fumaça.

Francisco Libânio,
10/01/13, 12:32 PM
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