segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

724 - Soneto iroso

Não adianta fazer essa cara!

É o que dá guardar raiva no coração,
Sujeito vai acumulando, acumulando
E junta tudo lá até não sabe quando
E a bicha, com direito à hiperinflação,

E ela dobra de tamanho, de posição,
E aí via um troço feio de tão nefando,
E sozinha ataca como fosse bando
Explodindo com estrago bem malsão.

Aí a ira que o peito nutria por alguém
Virou contra o iroso. O outro tá bem
E nem soube que era um alvo de ira.

O iroso se recupera, pede cuidados
E com coração e alma já recuperados
Aprendeu: a raiva contra si conspira.

Francisco Libânio,
21/01/13, 7: 46 PM
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