quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

721 - Soneto pré-guiçoso

E mais dez... E mais dez... Oh, wait!

Quando depois de todo o trabalho
E todo o ardor do rústico dia-a-dia
Não é a preguiça errada a que guia,
E, sim, um puta cansaço do caralho!

E eu cairia duro, inerte no assoalho
Se um resto de força que aqui havia
Não levasse à cama. Essa calmaria
Me cura do que foi um duro malho.

É de manhã e o sistema recomeça,
Mas vem a preguiça. E agora dessa?
Me deixa aqui mais dez minutinhos.

Mas a vida não nos dá essa sopa.
Dane-se que a preguiça nos dopa,
Entra agora em todos os alinhos.

Francisco Libânio,
17/01/13, 12:55 PM
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