terça-feira, 8 de janeiro de 2013

712 - Soneto guloseimeiro

Essa ninguém resiste!

Ok, de refeições de prato farto
A gula se compõe, mas controla,
Se recompõe e logo se empola
E, quanto a elas, dela me aparto,

Mas tira os pratos e aí eu enfarto!
Vem os doces e isso me assola!
A gula, que era menos que marola,
Vira tsunami. Não consigo! Parto

Voraz aos cajuzinhos e brigadeiros;
Pavês, bolos, como-os inteiros!
A mesa não dá nem pro começo!

O mal da gula é esse, o alimentar,
O necessário, até dá pra segurar,
No açúcar que está seu sucesso.

Francisco Libânio,
08/01/13, 8:14 PM
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