terça-feira, 22 de janeiro de 2013

726 - Soneto invejado

Tu morreu de quê?

Aí, deu que em certo cemitério
O morto jazia recém sepultado
E novato em seu novo estado
Buscava assim algum refrigério

Social. E viu com cenho sério
Uma caveira deitada ao lado,
Jeito macambúzio e mareado
Como ruminasse impropério.

Puxou conversa, fez simpatia.
Ela, diplomática, só respondia.
Até que o recém vem e corteja:

Caveira, diz aí, morreu de quê?
Ela, seca pela pompa e comitê
Do outro, responde: De inveja!

Francisco Libânio,
22/01/13, 12:51 PM
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