domingo, 13 de janeiro de 2013

716 - Soneto soberbo

Fala demais e não diz nada.

Ouça a bela parábola do mar,
Que, ficando abaixo dos rios,
Se mostra humilde e ter brios
Mais de aprender que ensinar.

E essa humildade vive a faltar
Nos tipos que, de tão doentios,
Veem nobreza em seus vazios
Corações. Soberba de matar.

E quem assim se acha demais,
Não tem nada nesses cabedais
Que eles dizem ser abarrotados.

Saiba: Carroça cheia não geme,
Já o barco vazio tem por leme
Os ventos mais desorientados.

Francisco Libânio,
13/01/13, 1:23 PM
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