terça-feira, 28 de maio de 2013

1026 - Soneto sem dose de amor

Apenas o corpo, nada além do corpo.
Claro que o romantismo difere,
Dá aquele plus, faz maravilhoso
O momento que já é gostoso
Quando o corpo a outro adere,

Mas além do romantismo, sugere
O momento que bom é o gozo,
O urro saciado como prazeroso
Ao jorro que de júbilo desfere

No outro corpo bem amostrado
No caldo quente e estar ao lado
Sem precisamente estar amando.

Talvez fazer apenas pelo prazer,
Deixar o corpo falar e se perder
Não seja ruim de vez em quando.

Francisco Libânio,

28/05/13, 1:19 PM
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