domingo, 26 de maio de 2013

1022 - Soneto quase surpreso

Oieee!
Quando ela pediu que eu abrisse
Sua camisa, eu sabia que nada lá
Seria novidade. E, de fato, não há
Novidade que eu não antes visse.

Um seio. Um seio com tal meiguice
Que de outros em muito não diferirá,
Arroubo de maldade, colher de chá,
A mistura exata de malícia e carolice.

E eu vi. E ela sabia da preferência
Que fez isso com tal complacência
Ciente da minha improvável recusa.

Não recusei a ver. Ela esperava isso.
Também sabia sobre o óbvio feitiço
Da surpresa e que a teria por musa.

Francisco Libânio,

26/05/13, 6:40 PM
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