segunda-feira, 27 de maio de 2013

1024 - Soneto apolítico

Quase sempre é mesmo.
Sujeito vem e te diz de peito cheio
Com a esquerda ele nunca se bica,
Com a direita, certo que vai ter zica
Não há ideologia que o faça esteio,

Entre uma e outra, ele se diz o meio.
Os dois extremos ele xinga e critica
E no “apolítico” é onde diz que fica
Porque tomar partido lhe parece feio,

E falando, desce o pau nas estatais,
Odeia e desconjura políticas sociais
E acha que privatizar tudo é a saída.

Típico do sujeito que, mal informado,
Confunde ser apolítico com alienado
E se sai com a fala mais descabida.

Francisco Libânio,

27/05/13, 7:19 PM
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