quinta-feira, 2 de maio de 2013

1003 - Soneto delirado (parodiando Bilac)

Tem quem goste. É um homem bonito. Inspirado em Delírio.

Ela lá, nua. Eu aqui no meu pejo.
Vem sem medo, amor, ela dizia.
E eu, já sendo amor, enfim cedia.
Sedento, fui tomar aquele beijo.

Excedia em muito o meu desejo,
Também a curiosidade excedia.
Por mulher há pouco ela existia,
Ainda assim falava qual arpejo.

Em suspiro de gozos infinitos,
Pediu ser chupada em um grito.
Acariciei. Volume lá não senti.

Ela pedia: Vem, aqui de boca!
O que ela foi? Vontade era louca!
Hoje ela é o que é. Eu obedeci.

Francisco Libânio,
29/04/13, 10:25 AM
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