quarta-feira, 30 de março de 2011

O Roçar dos Corpos


O roçar dos corpos é um diálogo ininteligível, mudo,
Não há como interpretá-lo nem há algum sentido,
Apenas há o atrito entre corpos quentes, o alarido
Rouco de peças que se buscam como num estudo

Prático. O roçar dos corpos é cheio de conteúdo,
É uma forma de conhecimento, um crime permitido,
Uma dança sensual em compasso lento, repetido
Que parece ser superficial, mas que abrange tudo

O roçar dos corpos é espécie de sexo sem sexo,
Os corpos se enroscam, se enodam num complexo
Trançado. Corpos e bocas se beijam num frenesi

Que leva o calor e o desejo de se possuir às alturas
E para que além de danças, os corpos façam loucuras
O roçar dos corpos cessa, vamos para o sexo em si.

Francisco Libânio,
25/02/11, 10:49 PM
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