terça-feira, 22 de março de 2011

Perdi minha poesia em teus olhos


Perdi minha poesia em teus olhos. Exagero?
De forma alguma. Ela tinha toda inspiração
Neles e vivia uma espécie doce de afeição
Em que encontrava neles forma de tempero,

Um jeito em que a poesia tinha a permissão
Estrita para brilhar. Hoje, com ela num zero
Absoluto de inspiração e brilho, só reverbero
Friamente o que ela era num vago diapasão.

Levaste-me poesia em teus olhos e tua boca,
Fechaste para cessar minha alegria em te ouvir
E foste embora e nunca mais a ótima troca

De olhares, de saberes e experiências belas,
Nunca mais aquela mulher que me fazia luzir
Levando coisas minhas, a poesia entre elas.

Francisco Libânio,
22/03/11, 8:28 PM
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