quarta-feira, 16 de março de 2011

Um cantor


Um pobre cantor de recursos limitados
E limitada plateia, as paredes apenas
Cantava a elas suas operetas e cenas
E seus hinos sem brilho ovacionados

Por ele mesmo em ecos espalhados
Que achou que se saísse das pequenas
Plateias mudas encantaria dezenas,
Milhares de fãs seriam por ele saciados

Reservou teatro, noite inesquecível,
Cantou, não agradou. Ele era horrível,
Foi escorraçado a pedras e pauladas,

Aprendeu: Era cantor pra ele somente,
Seus ecos inflaram o ego enormemente
Esvaziado por pessoas sinceras e indignadas.

Francisco Libânio,
16/03/11, 1:38 AM
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