terça-feira, 29 de março de 2011

Passava o mundo em todas as eras,


Passava o mundo em todas as eras,
Glaciações, dilúvios e civilizações;
O planeta em translações e rotações,
A vida em todas as formas, das feras

Às plantas, das caças às criações;
Homens e mulheres, ações sinceras
Heroísmos e vilanias em primaveras
Bem como nas outras estações

Tudo que passava, tudo que acontecia
Eu via num tempo além do infinito,
Olhos fechados, pensamento restrito

A tudo que se passava, primeiro,
Depois inebriado pelo teu cheiro
Ative-me à tua boca que me engolia.

Francisco Libânio,
29/03/11, 4:07 PM
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