domingo, 20 de março de 2011

No quarto de motel


No quarto de motel, eu, ela e uma champanha,
Nada mais precisava. A cama, a hidromassagem
Eram apenas elementos a mais para a sanha,
Eram detalhes para o que seria nossa viagem

A boca que se abaixava e tinha para si ganha
Minha tara refletida na ereta haste à passagem
De suas mãos, de seus lábios e da entranha
Onde eu me fiz visita e dono de tal estalagem

Depois, o amor, que era candura virou chama
Incontrolável, mas e daí? Quem queria controle?
Que ela incendiasse e tomasse nossa cama

E tomou mesmo. Teu pecado me levou ao céu,
Tua fome foi saciada num beijo, num só gole
Para não mais esquecermos o quarto de motel.

Francisco Libânio,
20/03/11, 8:45 PM
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