quinta-feira, 24 de outubro de 2013

1242 - Soneto inverso ao amor

se fosse assim sempre, seria maravilhoso!

Afinal amar não é defeito nem falta
De caráter nem devia ser falsidade,
Amar talvez devesse ser identidade
De uma idílica realidade que assalta

O dia-a-dia. Devia ser a mais peralta
Brincadeira e a mais séria atividade
Praticadas do início da humanidade,
Mas quê? O sujeito hoje mais exalta

O amor se nesse amor rolar putaria,
E ontem amava quem nunca amaria
Só para sair bem na foto e dar pose

De bom rapaz. Aqui registro o horror
Sendo frontalmente contra o tal amor
Sem amor e cheia de suja simbiose.

Francisco Libânio,
24/10/13, 5:03 PM
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