segunda-feira, 25 de abril de 2011

Série Mente - Meus desejos


Meus desejos são como fossem carneiros etéreos,
Muitos, enquanto eu numa paz idílica os pastoreio,
Conto e reconto o rebanho em meus planisférios
Oníricos, cercados onde eles vivem sem arreio

Eu confio neles. São carneiros lanudos, são sérios,
Suas lãs cobrem o chão do pasto. Tomo-as e enleio
As patas aos meus pés. Eles balem mil impropérios,
Nunca foram prisioneiros, por que agora os cerceio?

Porque eu os quero próximos a mim, diuturnamente,
Eles não concordam. Esperam meu sono para a fuga
E fogem rumo ao infinito com a lã que me conjuga

Hoje, atado aos meus desejos, vôo a reconquistá-los,
Se retomo um procuro outros mais perto dos halos
E tento trazê-los ao chão, mas eu os busco eternamente.

Francisco Libânio,
23/04/11, 11:52 PM
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