domingo, 25 de novembro de 2012

642 - Soneto no tranco

Abafa o caso.


Vai lá safadão, pegue e escreva!
Vou, Então vou fazer de conta
Que uma mulher que desponta
Do nada vem, chega e me leva

Pra onde? Que não se descreva
Local e fatos. A ideia sai pronta
Se disser que ela não desaponta
No beijo cuja boca mais me ceva

Que me beija. Deixa disso! Põe
No teu soneto como se compõe
Esse encontro. Quero é detalhe!

Não ponho. Deixa tudo na moita.
Uma palavra descuidada e afoita
É tudo pra que isso se espalhe.

Francisco Libânio,
25/11/12, 8:12 PM
Postar um comentário