sexta-feira, 6 de julho de 2012

0298 - Soneto do irremediável cético


Aquele que diz não acreditar em nada,
Penso o quanto deve ser dura a vida,
Não acredita e mais... Questiona, duvida
E por mais que lhe seja posta, dada

A verdade inconteste e escancarada,
Ele ainda foge dela, de cada investida
Dos fatos reais e só dá por cumprida
Sua missão em colocar questionada

A verdade. Sua paixão é pelo debate,
Seu amor é pelo sulfúrico arremate,
Mas seu ácido em sua própria pele

Tanto questionar e nunca acreditar
Deram o direito indelével de duvidar
E, miséria, de não se acreditar nele.

Francisco Libânio,
06/07/12, 11: 49 PM
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