quarta-feira, 13 de agosto de 2014

1744 - Soneto do namoro sem sexo

E é o que basta. O abraço.

Resolveram namorar pela companhia,
Pela presença do outro. E presentes
Já se bastam. Nunca ficam salientes,
Os desejos se guardam. O que sacia

É o papo a dois, o carinho, a alegria,
Uma coisa de alma que aos carentes,
Assim chamam os sexo-dependentes,
É incompreensível. O prazer contagia,

Quando vem, e beijos mais fogosos
São dados. E aí o maior dos gozos
Satisfaz. Casaram-se, ela pura, casta;

Ele, um homem a seu modo satisfeito.
Guardados um no do outro o peito,
Nunca viram sua relação fria ou gasta.

Francisco Libânio,
21/07/14, 7:36 PM
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