domingo, 7 de outubro de 2012

495 - Soneto de baixeza

Quer pagar quanto? Não importa, é menos do que você vale.


Tanto aquele que suborna
Como o que deixa subornar
Não valem o preço a pagar
E a moral logo os estorna

Quem recebe logo se torna
Barato por fazer empenhar
O que nem devia negociar,
A indecência mal lhe orna

Já quem paga ou oferece
Uma bala sequer merece
O valor no negócio dado

Opinião, moral, qual preço?
Respondeu, perdeu apreço!
Vale um décimo do ofertado.

Francisco Libânio,
06/10/12, 11:58 PM
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