sexta-feira, 5 de outubro de 2012

492 - Soneto de pobreza

Amar o próximo não é ser cristão. É ser humano.


Vender almoço pra comprar a janta
É sinal que as coisas vão bem mal.
Como mudar ou apagar esse sinal?
Se disser ao proletariado: Levanta!

Vira comunista, agitador, ouve tanta
Merda! Mas teoria e só não é cabal
Solução. Discurse! Proteste! Legal!
Não olvide que fome não se espanta

Com palavras. Que pobreza não é
Escolha nem desígnio divino e fé
Nenhuma vê o pobre odiosamente.

Ajude o próximo e divida seu pão;
Dê oportunidade, ofereça sua mão,
O pobre cresce e fica sua semente.

Francisco Libânio,
05/10/12, 8:28 PM
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