sábado, 14 de maio de 2011

Efêmero


O instante passou. Azar que o perdeste,
Ele dobrou a esquina do tempo a correr
Depois de esperar o que nunca deste
E, cansado, se foi entre os instantes se perder

Agora esperas que ele volte e se preste
A dar outra vez o gol, a palavra, a mulher,
A atitude, o que devia ser feito ou o que reste
Do saco de coisas que crês tuas ao volver

Pois bem, ele não voltará. Dá por perdido
Tudo o que devia ser teu e por teu descaso
Não foi. O instante não perdoa atraso

Agora, também, atenta-te. Outro instante
Segue o que se foi, outra valise pujante
A ser aberta. Basta não seres distraído.

Francisco Libânio,
29/01/11, 12:45 AM
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