segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Absurdo na Praça


O absurdo se deu na praça. Voltaram-se as cabeças,
Como pode acontecer isso, meu Deus? Quem deixa?
Como se afronta a sociedade quando ela se desleixa
E impinge o lugar público com atitudes travessas?

Pior! Houve quem visse e não desse alguma queixa,
Houve quem achasse normal. Eram pessoas avessas
Aos bons costumes, gente a quem falta algumas peças,
Como pode acontecer isso, meu Deus? Quem deixa?

O absurdo eram dois homens. Homens de mãos dadas!
Que mundo é esse em que gente assim sai à praça?
Daqui a pouco a turma troca carícia, beija e se abraça

Em praça pública. E ninguém fala nada contra, ninguém!
É nossa morte definitiva. O fim das pessoas de bem
Que pensamos ser como o de nossas mentes ultrapassadas.

Francisco Libânio,
27/02/11, 3:30 PM
Postar um comentário