sábado, 12 de fevereiro de 2011

A um desenho de mulher


Esta mulher que aos poucos se desenha
É disforme, boca indefinida e diferentes
Cores de cabelo e de pele. Seus dentes
São a única percepção visível da resenha

O tipo físico oscila entre a quente Sardenha
E a fria Escandinávia. As cores quentes
Das roupas trucam com o recato das gentes,
Mas essa mulher vem aos poucos. Que venha!

Passa-se o tempo, nem dou pelo que se passa
Com esta mulher. Ela que lá se faça
E chegue se tiver que chegar a mim algum dia

Eu só sei que se ela vier estarei de braços abertos,
O desenho estará feito, os destinos estarão certos
E o desenho vivo dela será recebido com alegria.

Francisco Libânio,
07/01/10, 10:00 PM
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