terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Confitente


Um silêncio caiu forte como um meteoro
Nas conversas. Mesmo os pensamentos
Calaram. Alguns ali acharam um desaforo,
Outros, um rompante que em momentos

Ira embora. Era brincadeira. Mas os ventos
Vieram, nada se foi. Recompôs-se o decoro,
A seriedade e vieram os questionamentos,
As respostas conscientes e claras. O coro

Vaiava a resolução. Onde se vira tal ideia?
Mas ele nem dava pelo reprovo da plateia
Era coisa sua já decidida e agora confessa

Do nada um dentre os que vaiavam aplaudiu
A coragem do confitente. Um caminho se abriu,
Uma vida se estendeu e por ele atravessa.

Francisco Libânio,
25/01/12:27 AM
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