terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Denso


Cada vez que peço à vida um amor denso,
Ela me oferece o oposto, assim superficial,
Que me faça ver próximo o chão mais real
Em que eu possa andar sem perder o senso

Mas se é justamente isso o que dispenso
Já que quero me entregar ao mais irreal
Dos envolvimentos, um que seja sem igual,
Tal pouco me incomoda, mas aí repenso

Se este pé do chão não seria um começo,
Um caminho por onde trilhar seja preciso
Para conhecer deste amor dor e sorriso,

Se este chão não está a formar o apreço
Por quem eu amo. Aceito e me debulho
Neste chão até ele se abrir ao mergulho.

Francisco Libânio,
04/01/11, 2:50 PM
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