quinta-feira, 2 de julho de 2009

Uma alma – que não era minha – estava à tua espreita


Extraído de http://static.blogstorage.hi-pi.com/bloguepessoal.com/p/pe/peregrina/images/gd/1236552354.jpg

Uma alma – que não era minha – estava à tua espreita
E nem percebias o quanto eras por ela admirada
Ela era mais uma dessas almas sempre afeita
Às belezas da mulher por outro homem amada

Cuidavas dos teus cabelos entretida e satisfeita
E tanto te retocavas que àquela hora nada
Tirava tua atenção. Nem mesmo uma suspeita
Alma que, ao ver tua beleza, ficou enamorada

O problema era que enamoravas, além dela,
Também a mim enquanto ouvia tua voz melodiosa
Dizendo que me amava. Como poderia tê-la

Uma alma que não fosse a minha? Aquela
Mulher entretida a cuidar de si e tão formosa
Já tinha dono. A alma que arrume outra para ela.

Francisco Libânio,
04/06/09, 11:05 PM
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