terça-feira, 12 de maio de 2015

1870 - Soneto gramíneo

E se deitar na relva verde e natural
E admirando o céu azul lá em cima.
Sentindo o mais agradável do clima
Achando nada melhor que o frugal

Momento em que a grama é o ideal
Colchão. E, se poeta, busca a rima
Que encaixa melhor e se aproxima
Dessa paz serena que não tem igual.

A natureza é mesmo maravilha, e é.
Nada há que discorde ou negue fé
Nesse fato. A não ser uma formiga.

Ela e um batalhão picam. Paz já era!
O tal contra a natureza já se exaspera
Arrancando a grama com ar de briga.

Francisco Libânio,
06/05/15, 7:34 PM
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