sexta-feira, 8 de maio de 2015

1868 - Soneto errado

Admitir que não se está certo,
Que virtude essa, que bonito!
Sujeito daí quase vira um mito
Da honestidade ou chega perto.

Merece, sim, loas e concerto,
Pois evita começar um conflito
Ou piorar. Do que era maldito
Ele se redime e de peito aberto

A situação o recebe. Tem paz
E expurgam-se as coisas más,
O pecado chega, então, ao fim.

O problema é quando, de birra,
Não se faz, o mal mais se acirra
E o teimoso fica melhor assim.

Francisco Libânio,

05/05/15, 7:25 PM
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