sexta-feira, 8 de maio de 2015

1867 - Soneto afobado

Como se tivesse muito a dizer,
Mas não sabia a palavra certa.
Ao mesmo tempo muito aperta
O coração que mais quer fazer

A falar, mas precisa se entender
Como explicar o que desconcerta.
No entanto, é preciso estar alerta:
Há ali um ser complexo, a mulher.

Como dizer o difícil e ser didático?
Como resolver isso de jeito prático?
Vou e falo. Meu peito se escancara,

Algo sai do fluxo e sai do contexto.
Ela esquece o todo, ignora o resto,
Fica puta e me larga o tapa na cara.

Francisco Libânio,
05/05/15, 12:21 PM
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