quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Soneto vigarista


Extraído de http://farm2.static.flickr.com/1073/612833685_a43e4bebed.jpg

Poderia aproveitar o coração que tenho
E da necessidade dele de ser preenchido
Para usar o teu, tão louco pra ser querido,
Bem como adorar o sorriso do teu cenho

E te amar dando para ti o puro empenho
Deste verso. Um amor certo e líquido,
De intenção, de idéia de ser teu marido
E de dedicar a tua figura meu engenho

E minha arte, não fosse isso tudo vigarice
De um soneto desviado de meu caráter,
Um mentiroso em tudo de bom que disse.

Pois que te sirva por confissão o resto
E que a mea-culpa possa absolver
De um soneto vigarista um poeta honesto.

Francisco Libânio,
04/08/09, 11:16 AM
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