terça-feira, 11 de agosto de 2009

Quando eu me morrer de amores


Extraído de http://farm4.static.flickr.com/3093/3212714940_1dda6f7b5c_o.jpg


Quando eu me morrer de amores,
Que seja a morte natural, das que visitam
(As procuradas, em geral, são estúpidas
E aos que amam são péssimas companhias),
E que mandem à Amada todas as flores
Ofertadas em minha homenagem. Elas necessitam
Não de chorar mortes, mas celebrar vidas.
Eu acabei, mas a Amada terá todos os dias
Ainda para viver. Nada de flores em meu jazigo!
Estarei nelas e a Amada estará comigo.

Francisco Libânio,
24/06/09, 2:00 PM
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