domingo, 27 de maio de 2012

Soneto da mediocridade


Viver embebido na mediocridade,
Deixar de pensar pela própria cabeça,
Ser no todo única e descartável peça
À espera da próxima e mesma novidade,

Entreter-se para que a mente esqueça
Que pode se questionar, buscar a verdade,
Que é possível pensar e além da grade
A separar onde se está de onde se começa

Um outro mundo livre e cheio de ideias
Sem essa capa que embeleza coisas feias
Para onde vão os que se fazem corajosos,

Mas parece mais fácil curvar-se ao medo
E restar confortável no triste degredo
Onde seguem medíocres, mas orgulhosos.

Francisco Libânio,
09/02/10, 12:41 AM
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