quarta-feira, 30 de maio de 2012

0166 - Soneto para a Ângela do Raul Seixas


É essa sensação sem nome, essa sede
Que faz engolir a seco além desse rio
Correndo em direção ao mar em desvario
Chamando pelo nome que nunca cede

Por mais que se tente negar, algo impede,
Por mais que se ache rei do fogo, é o fio
Do nome a pôr desabar tronos, é o vazio
Da impossibilidade a jogar contra a parede

Prova do meu leite, gosta a minha vitória,
Mais que se vibre sei que ela é provisória,
Mal terá tempo a que se possa entretê-la,

Porque mesmo a espada erguida à guerra,
Mesmo com toda a fúria que se encerra,
Soa mais forte e repetido nome, Ângela.

Francisco Libânio,
30/05/12, 1:01 PM
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